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BRASIL AMPLIA PRESENÇA NO COMERCIO MUNDIAL DE CARNES
postado em 09/03/2010.

 

Brasil vai ampliar presença no comércio mundial de carnes


 
 
A participação brasileira no comércio mundial de carne deve aumentar substancialmente nos próximos dez anos, segundo perspectiva traçada nesta quinta-feira pelo Ministério da Agricultura. Na safra 2019/2020, a carne de frango, por exemplo, deve representar praticamente metade da comercialização mundial, saltando de 41,4% hoje para 48,1% em 2020.
 
No caso da carne bovina, a fatia brasileira no comércio internacional deve ser ampliada de 25% para 30,3% no mesmo período de comparação. O segmento de carne suína também deve apresentar avanço, passando de 12,4% atualmente para 14,2% na safra 2019/2020. As projeções foram feitas com base na relação entre as exportações brasileiras e as exportações mundiais.
 
Além das carnes, também merecem destaque o incremento da participação nacional nas negociações globais no caso da soja em grão (que deve passar de 30,2% para 35,8%) e do milho (de 10,1% para 12,7%). O ministério prevê, no entanto, recuo no mercado internacional em relação a farelo de soja (de 22,1% para 19,5%) e óleo de soja (de 21,1% para 17,8%). Açúcar (46,5%) e café verde em grão (27,2%) devem permanecer no mesmo patamar.
 
"Vamos produzir cada vez mais carne de frango em relação à bovina", comentou o coordenador-geral de Planejamento Estratégico do Ministério da Agricultura, José Garcia Gasques. A diferença de produção entre as duas carnes, segundo ele, tende a ser ampliada. "Esse gap vai aumentar nos próximos dez anos, pois a carne de frango tem dinâmica enorme no mercado internacional. É notório aumento do consumo mundial", ressaltou. Ele considerou, porém, que, no futuro, o mercado doméstico seguirá como o principal consumidor do produto, responsável por 65% da entrega.
 
No caso de grãos, 52% serão direcionados ao mercado interno, pelos cálculos de Gasques, com 80% da soja produzida no País destinadas ao consumo doméstico. "Mas o Brasil manterá sua posição de segundo maior exportador de soja". Em relação ao etanol, apesar da perspectiva de aumento da produção, o destino principal deve ser o mercado externo, em função da expectativa de ampliação da frota de carros flex.
 
A soja deve se manter como o principal produto de exportação brasileira daqui a 10 anos, segundo a estimativa do Ministério da Agricultura. Nesse período, no entanto, espera-se um incremento de 37,2% nas vendas, passando de 27,6 milhões de toneladas na safra 2008/2009 para 37,87 milhões de toneladas no ciclo 2019/2020.
 
O coordenador-geral José Garcia Gasques afirmou porém, que a estimativa de crescimento foi afetada negativamente em função dos impactos da crise financeira internacional. "Este percentual de crescimento poderia ser maior", assegurou. Para ele, mais da metade da expansão da área de soja plantada no Brasil nos próximos dez anos será no Centro-Oeste, o que deve significar um incremento de 2,5 milhões de hectares, que deve ocorrer no Mato Grosso.

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